
Ela prepara o texto. Folha por folha separa palavra por palavra. Não costuma demorar-se. Sempre se arruma -arrumando o que dizer- quando o assunto é escrever ou quando falta assunto. Prepara a mesa sem muita riqueza. De detalhes esquece. Permanece. Recebe o banquete. Escolhe o talhado talher. Convive e convida. Inflama. Chama a vela dessa ultima ceia. Mostra-se. Revela. Mistura-se. Descansa a necessidade de dizer por todos os momentos calados. Escolhe o discurso. Num pulso, quebra-se sonho e copo. No dedo o corte. Na boca um cisco. Na alma um risco sangrando ao jantar. Por fim, resolve parar. Por um fim envolve todo altar. Preparado religiosamente, programado pela riqueza da mente.. Refaz a comida. Refeita da ferida. Entende-se decidida. Estende-se consumida. Limpa em seu cômodo incômodo. Pensativa. Alma Partida resolve partir. Fugir antes de voltar. Sinaliza, realiza e Finaliza cinco linhas para cada questão. Tranca o portão... e mesmo assim continua observada pela janela aberta que da fresta permite a leitura de tudo quanto come através de seu corpo transparente...